Não raros os casos, o mundo visualiza alguma revolução e (merecidamente) promove alguns profissionais a um patamar quase inalcançável.
Prova disso são os trabalhos recentes de Christopher Nolan e James Cameron.
O primeiro com Batman Begins e The Dark Knight. Após o seu êxito, todos (TODOS) os estúdios que estavam programando adaptações, regravações ou continuações de HQ´s adotaram um discurso que os seus próximos filmes deveriam seguir um caminho mais “obscuro”, mais “adulto”, mais “dark”. Muitos não reconheciam que este posicionamento era devido ao sucesso de Christopher Nolan, e sim devido à procura do público por filmes cada vez mais com esta temática. Pois bem, só mudaram o caminho, mas é a mesma estrada do que copiar a fórmula de inovação de Christopher. Não é condenável, porque quem saiu ganhando fomos nós.
James Cameron atingiu o seu auge com Avatar. Realizando gravações com câmeras do tridimensional estereoscópico, que nativamente já gravam o conteúdo em 3D, alterou o cronograma de lançamentos dos blockbusters dos próximos anos. Michael Bay já havia dito ano passado que não realizaria Transformers 3 com este tipo de equipamento, pois ele filma de forma muito ágil, o que não é possível com as câmeras especiais. Voltando atrás (o diretor ou mais provavelmente o estúdio visando maiores lucros), já existem boatos consistentes de que Transformers 3 sairá em 3D – convertido em pós-produção.
Fico somente com pena dos editores, montadores e pós-finalizadores dos filmes que já tem datas de lançamento determinadas em 2D e que deverão converter os filmes – para a mesma data de lançamento – para o 3D digital.
Ganhamos nós, perdem os “piratas”, que não conseguem oferecer este tipo de entretenimento em suas barraquinhas de rua.



